ARTIGO - Kaká Filho


Durante um ano na cidade da minha família materna, venho trabalhando com incentivo a cultura, educação e esportes. Com muita informação política do cenário local também na Rádio Audi.


Muitas pessoas me perguntaram daqui e de fora, por que a cidade que já foi referência teatral não tem mais nenhum grupo?


Resposta: Não sei! Vou procurar saber...

... sem muitas respostas.


Vou falar das minhas lembranças de infância e adolescência de como era bom participar de caminhadas nos bairros da cidade com a apresentação da Paixão de Cristo, da metade dos anos 80 a metade dos anos 90.



O carro de som rodando sonorizando e ecoando nas ruas. Os meninos pegando "Bigu" e vendo as atuações realizadas pelos atores e atrizes em cada palco/ ponto específico nos bairros como cenário para o público.


Era uma magia para uma criança tudo aquilo.


Depois desta fase, o formato apresentado foi em um cenário local - CAMPO BEIRA RIO - com a intenção/preocupação de pessoas idosas e deficientes que não conseguiam acompanhar na época pelas ruas da cidade terem oportunidade de apreciarem o - ESPETÁCULO - com Grupos Teatrais de Carnaíba PE.


Em palcos montados na borda do campo com som potente, e o tiozinho vendendo algodão-doce, e a menina vendendo (sacolé, tubiba, dindim..., etc.)


Esta é apenas uma narrativa sobre a história cultural de artes cênicas da cidade que eu lembro.


Os grupos de Carnaíba eram muito mais.


Organizaram festivais Teatrais no município.

Participaram de festivais teatrais no Estado de Pernambuco, nas áreas de PALCO e ARENA, com participação das peças valorizando a cultura do Pajeú.


O Grêmio Lutero Recreativo Municipal, que hoje é o Teatro José Fernandes de Andrade, foi palco para muitos jovens iniciarem seus talentos.


Antes tínhamos um clube para festas históricas que marcaram a vida dos carnaibanos. Hoje temos um Teatro sem muitas histórias.


A ARTE CÊNICA DE CARNAÍBA PEDE SOCORRO, numa cidade de GRANDE RIQUEZA CULTURAL.


Conversando com pessoas ligadas a cultura da cidade, reconhecem essa falta de incentivo.


Esta é uma área de grande poder de empregabilidade, que rende receita para o município na área turística/cultural.


Pode-se contar a história de Zé Dantas em um ponto específico da cidade, o tornando como ponto turístico e data cultural do município com cenas Teatrais ao ar livre.


Tipo: MASSACRE DOS ANGICOS - Que mostrou economia positiva em turismo e cultura para Serra Talhada.


São perguntas que me fizeram e que eu também faço: por que não temos esta categoria artística CÊNICA em ação como a música?


Aberto para entrevistas ou artigos.


Att, Kaká Filho.

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